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Bandeiras Tarifárias

Conta de luz segue mais cara: ANEEL mantém bandeira vermelha 1 em novembro

Decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica impõe acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos devido ao cenário hídrico desfavorável.

Publicado em 03/11/2025 às 12:18

Brasília, DF — A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou na última sexta-feira (31/10) a manutenção da Bandeira Tarifária Vermelha – Patamar 1 para o mês de novembro. Com a decisão, a conta de luz dos consumidores brasileiros conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuará mais cara.

A bandeira vermelha Patamar 1 representa um custo adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Este valor é o mesmo que já estava em vigor no mês de outubro.

Motivos da Manutenção:

A ANEEL justificou a manutenção da bandeira no patamar de custo mais elevado citando o cenário hídrico desfavorável. O volume de chuvas abaixo da média histórica e a consequente redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas obrigam o sistema a acionar usinas termelétricas, que possuem um custo de geração de energia mais elevado.

A agência explicou que, embora o país conte com outras fontes de geração, como a solar, a intermitência na produção (especialmente durante a noite e horários de pico) torna o uso das termelétricas essencial para garantir o fornecimento e o equilíbrio entre oferta e demanda.

Novembro marca o sexto mês consecutivo com a bandeira vermelha (alternando entre os Patamares 1 e 2) nas contas de luz. A ANEEL reforça a importância do uso consciente e responsável da energia elétrica por parte dos consumidores para evitar desperdícios e ajudar na sustentabilidade do setor.

Como Funciona:

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da geração de energia e se divide em:

Verde: Condições favoráveis. Sem acréscimo na tarifa.

Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Vermelha Patamar 1: Geração mais custosa. Acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.

Vermelha Patamar 2: Geração com custo ainda mais elevado. Acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.

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