O apicultor Paulo Henrique Roque, morador do bairro Pilões, segue realizando a remoção de enxames de abelhas nas proximidades da E. M. Américo Silva, na Beira Rio, em Três Rios. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que contratou o profissional em regime de RPA para garantir a retirada segura dos enxames localizados em áreas urbanas da cidade.
Segundo o apicultor, três retiradas já foram concluídas desde o incidente registrado na semana passada, quando crianças teriam provocado uma colmeia e acabaram sofrendo ataques das abelhas, duas no poste na proximidade da escola e uma ontem atrás da UPA no Triângulo, onde as abelhas estavam em um sofá abandonado. Enxame no sofá atrás da UPA
Nesta terça-feira (11), mais uma retirada está sendo feita no mesmo trecho. Após esta ação, restará apenas um enxame, localizado em um poste próximo ao edifício vizinho à escola.
Paulo Henrique informou que a remoção deste último enxame depende do desligamento do transformador da Light, uma vez que não há segurança para realizar o trabalho com a rede elétrica energizada. Assim que o desligamento for autorizado, o procedimento será concluído.
O especialista explicou que o aumento das queimadas na região tem causado o deslocamento de abelhas de áreas rurais para a cidade. “Essas abelhas não estão atacando. Elas apenas buscam abrigo. O problema é que, quando se sentem ameaçadas, o instinto de defesa fala mais alto”, destacou o apicultor.
Paulo Henrique reforça que a população nunca deve atacar ou tentar dispersar um enxame.
“Se houver ataque, a orientação é não deitar no chão e correr em busca de abrigo, como dentro de um carro ou casa. As abelhas desistem da perseguição em poucos minutos”, explicou.
Ele também alertou sobre o cuidado correto em caso de picada:
“Jamais se deve puxar o ferrão com os dedos. É preciso raspar com um objeto de borda reta, como um cartão, para evitar que mais veneno seja injetado e reduzir o feromônio que marca o local para novas picadas.”
Estudos de entidades especializadas em apicultura confirmam essa orientação, destacando que a raspagem imediata reduz a quantidade de veneno injetado e o risco de reações mais graves. Em casos de múltiplas picadas ou reações alérgicas, é fundamental buscar atendimento médico.
A Secretaria de Meio Ambiente reforça que os moradores não devem tentar remover colmeias por conta própria. O ideal é acionar os órgãos competentes, como o Corpo de Bombeiros ou a própria Secretaria, para garantir o manejo correto e a preservação dos insetos, essenciais para o equilíbrio ecológico e a polinização.
Para quem quiser entender como é feita essa retirada, segue dois vídeos aqui Enxame sendo removido Enxame seguindo a rainha de um enxame que foi removido hoje pela manhã em Areal-RJ
Imagens: Paulo Henrique Roque / arquivo pessoal